2 de out. de 2009

Sexta cult

Fora de órbita
Tamanho desperdício
para os minutos escassos.
Algum foco
corpo, lábio...
Uma fuga,
copos rasos,
na mesa : púrpura
vinho derramado.
Tudo desventura
nosso rastro
Tempo que não dura,
Ofende-se: que Fracasso!
Clareando o dia,
Derruba-se as cobertas
crítica comum
insegurança manifesta
Azul inebriante
vejo o céu: êxtase total
admiro o possível
já que o compasso é morto.
A fome já não é tanta
não enobrece o corpo.
Temor? Já se faz morto
Possibilidades de um acaso,
morto!
Se existe compensação
agradecimentos seriam mútuos
valeria à pena ou não?
Só calor gratuito
encontra em sua vida
encorajamento
Quando se escarra, joga ao vento.
De cara limpa
Não existe lamento
falta só vem do que vale
Diminuta perspicácia
cai no esquecimento.
Ah, poesia
que reconforto
Haja pena de ganso
pra um assunto morto.
(Deborah Santana)

4 comentários:

Anônimo disse...

Gosto do que você não explica quando escreve. Esse texto me tocou particularmente, tem qualquer coisa das artes essenciais, poesia e teatro. Queremos dar um nome a tudo. Mas assim como uma palavra pode conter um conjunto de diversas idéias, às vezes apenas um conjunto de palavras pode descrever uma idéia completa.
tá lindo!
Abração Linda!

Caio disse...

mandou bem deborah bjs

Deborah C. Santana disse...

"Derruba-se as cobertas"
deveria ser: derruba-se a coberta.
iiiiiiiih

Unknown disse...

Um pouco de cada sentimento de momentos do passado, presente ou futuro!

Boa essa! gostei

Bjo!!